Meu filho BATE em outras CRIANÇAS | Um livro ESPÍRITA pode te AJUDAR!
- Leiturinha Espírita

- 31 de ago. de 2024
- 3 min de leitura
Um caso real
Recentemente, eu me deparei com este dilema na escola da minha filha mais velha. No caso, ela e os colegas vem sofrendo agressões físicas de um dos meninos da sala, mas, eu sei que muitas vezes são os nossos filhos os agressores. E então, como espíritas, o que devemos fazer? Se meu filho bate em outras crianças, como lidar com essa situação? Hoje vou te apresentar um livro que pode ajudar muito nesta situação!

MOTIVAÇÃO PARA A AGRESSÃO FÍSICA
Hoje quero falar de um dilema vivido por várias mães e pais: crianças que praticam agressão física. Isso mesmo, seja em casa, na escola ou em qualquer outro ambiente, nos deparamos com crianças que desde tenra idade batem nas outras (ou, no meu caso, crianças que apanham das outras) e isso traz muito sofrimento para os responsáveis. Isso acontece por muitos motivos mas eu, como não tenho formação na área psicológica, não vou me atrever a enumerá-los. O que posso trazer apenas, como subsídio, dentro dos meus estudos do espiritismo é o que nos fala Joanna de Ângelis em vários de seus livros da série psicológica. A autora espiritual nos diz que somos herdeiros de nossas próprias experiências, inclusive as vivenciadas durante as fases primitivas de nosso desenvolvimento. Considerando que muitos de nós, encarnados na Terra, ainda nos encontramos em vias de transição da irracionalidade para a inteligência, como nos esclarece Irmão Jacob no livro Voltei, não é de se espantar que ainda carreguemos no íntimo resquícios de nossos comportamentos mais primitivos, como a agressão física a se traduzir pela “Lei do mais forte” que ainda impera no reino animal.
APRENDENDO A CONTROLAR OS IMPULSOS
Agora que você já entendeu um pouco mais sobre o que ainda motiva a sua criança (e, claro, muitas vezes nós também) a ter comportamentos agressivos, vamos pensar em como ajudá-la a controlar estes impulsos e, aos poucos, se libertar dos instintos e entrar no reino das emoções.

Como esclarece Joanna de Ângelis no livro “Autodescobrimento: uma busca interior” psicografado por Divaldo Franco:
“O largo trânsito pelos impulsos do instinto deixa condicionamentos que devem ser reprogramados, a fim de que as emoções superem as cargas dos desejos e do utilitarismo ancestrais”.
Então, nossa responsabilidade é mostrar às nossas crianças como elas podem “reprogramar” estes impulsos e aprender a controla-los. Para isso, nada de linguagem complicada! Vamos começar usando um livro maravilhoso, adaptado ao universo infantil
CARTILHA DO BEM
Estou falando deste livro aqui “Cartilha do Bem” de Meimei psicografado por Chico Xavier. Este livro foi psicografado em 1962 e continua muito atual! Pelas páginas de Cartilha do Bem, Meimei apresenta como podemos escolher usar nossas mãos: para o bem ou para o mal. E isso é muito importante para o universo infantil, porque linguagem muito abstrata e teórica com crianças na primeira infância não funciona muito bem, na minha opinião. Precisamos trazer para elas algo de concreto e a escolha do que fazer com as mãos é um ótimo exemplo disso. No livro, ela dá vários exemplos de como usar as mãos para o mal: violentando a natureza, exercendo a crueldade, arrancando lágrimas - ou para o bem: acariciando, construindo escolas e curando. E, por fim, ela mostra como Jesus usou suas mãos para fazer o bem e que devemos seguir o seu exemplo sempre. Lindo, né?
Portanto, se você tem uma criança por aí que vem apresentando este comportamento de usar as mãos para coisas negativas, como agredir, sugiro que use este livro com ela durante o Evangelhinho no Lar várias vezes. Pergunte o que ela acha sobre a forma como os personagens estão usando as mãos, se ela gostaria de ser tratada assim e peça exemplos de como podemos usar nossas mãos para o bem. Diga à ela que cada um pode controlar o que fazer com as mãozinhas (inclusive ela!) e mostre, acariciando-a, abraçando-a, cuidando dela com as suas próprias mãos como podemos fazer o bem.
Aos poucos, você estará plantando uma semente no coração da sua criança e isso pode ajuda-la muito a controlar suas emoções mais primitivas. Lembrando que devemos estar atentos para a necessidade de ajuda externa: converse com a escola, com os evangelizadores e busque ajuda profissional se achar que a situação está ficando mais difícil. Mas não se esqueça de orar e buscar ajuda dos amigos espirituais, pois tenho certeza que eles te fortalecerão para que você possa ajudar sua criança neste desafio.
Um abraço fraterno no seu coração!
⁞ Chris




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